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Praia do Guaiúba

Photo by Jose Roberto Seixas, public domain, via Wikimedia Commons · Denunciar esta imagem

Viagem/Bem-estar & Fitness·Guaiúba, Guarujá, Brazil·Como chegar ↗

Praia do Guaiúba

Uns 600 metros de mar liso, a um costão de distância do Tombo e das ondas.

CICLOVIA

Achado escondido

Publicado Revisado

Por que vale a pena conhecer

  • Enseada pequena e abrigada no extremo sul do Guarujá — uns 600 metros de areia atrás do mesmo costão que faz do Tombo, ali do lado, uma praia de surfe
  • Aluguel de prancha e caiaque na própria areia; é o mar parado que faz de Guaiúba a praia onde se aprende stand up, e não a de 800 metros adiante
  • Quiosques padronizados e calçadão de pedra portuguesa na orla; guarda-sol e cadeira são alugados ali mesmo, e no fim de semana acabam cedo
  • A CETESB classificou como própria na temporada 2025/26 — 11 das 12 praias monitoradas do Guarujá passaram, o melhor índice do litoral paulista
  • É a ponta final da travessia de bike saindo de Santos: ciclovia protegida, balsa por cima do canal do porto, e o destino é aqui

Duas praias dividem o mesmo costão no sul do Guarujá e não poderiam ser mais diferentes. De um lado, o Tombo: 856 metros de arrebentação, a única praia do estado de São Paulo com o selo Bandeira Azul e, com dezesseis certificações seguidas, a praia mais certificada da América do Sul. Contorna a pedra para oeste e aparece a Guaiúba: uns seiscentos metros de areia, um mar que basicamente fica parado ali, e alguém ensinando um desconhecido a ficar de pé numa prancha.

Mesmo litoral, mesmo dia, mesma ondulação. O costão faz todo o trabalho.

Por que o mar liso é o assunto

Essa geografia é a razão de vir aqui em vez de ir à praia mais famosa ao lado. A Guaiúba fica voltada para dentro do abrigo da ponta, então o mar chega cansado — e praia que tem escola de surfe não é praia que tem aluguel de stand up. Aqui o aluguel acontece na própria areia: prancha e caiaque, sem reserva, sem escola, sem mensalidade.

O portal de turismo da prefeitura lista as atividades da praia como canoagem, stand up paddle e caminhada contemplativa, o que é uma descrição bem precisa do que serve uma enseada abrigada. E, com seiscentos metros de ponta a ponta, dá para explicar tudo a um iniciante sem que ele perca de vista onde entrou na água.

Tem uma ressalva, e é a mais interessante: Guaiúba pega onda, sim, na entrada de swell de sul. A enseada é abrigada, não é fechada. Se a previsão tiver ondulação entrando de sul, o dia de mar liso que você planejou é o dia de surfe de outra pessoa.

Banhistas puxando um barquinho para fora da água na Praia do Guaiúba ao pôr do sol, com o costão coberto de mata atrás.
O costão atrás do qual a praia inteira se esconde. Barcos pequenos entram e saem daqui; a água é rasa e lenta por um bom trecho. · Foto de Fernando Druziani, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

Os quiosques, o calçadão e o problema das dez da manhã

A orla é construída, não é selvagem — calçadão de pedra portuguesa, uma fileira de quiosques padronizados servindo porção, frutos do mar e bebida gelada, e os casarões antigos atrás deles, que dão ao bairro aquele ar meio fora do tempo. São os quiosques que alugam guarda-sol e cadeira, e esse é o dado prático a considerar.

São quatro quiosques grandes e um menor. Não é muita sombra para um sábado numa cidade de praia desse porte, e a sombra vai embora cedo. Chegue até as dez no fim de semana ou aceite que você trouxe a sua ou vai ficar no sol. Num dia de semana fora de temporada nada disso se aplica e a praia fica quase vazia — que é, aliás, a versão que quase todo mundo que recomenda a Guaiúba está lembrando.

Se for, entre na água na primeira metade da manhã. Não pela luz: é quando a enseada está mais lisa, antes de o vento da tarde marolar tudo e transformar a prancha alugada num negócio bem pior do que era às nove.

A água

Balneabilidade é o assunto sobre o qual se discute de verdade na Baixada, então: a CETESB classificou a Guaiúba como própria na temporada 2025/26. No município, 11 das 12 praias monitoradas passaram — o melhor índice do litoral paulista — com a única exceção sendo um trecho de cerca de um quilômetro da Enseada, em frente à Rua Santa Maria, que seguiu com bandeira vermelha.

Isso é medição semanal, não condição permanente, e muda depois de chuva forte como muda em qualquer lugar. Confira o boletim do dia antes de entrar no mar, em vez de confiar num texto escrito em setembro.

Chegando pelo caminho interessante

A Guaiúba fica na ponta final de uma coisa que a Near vai contar direito em breve: a ciclovia protegida que corre a orla de Santos inteira até o terminal da balsa na Ponta da Praia, a travessia por cima do canal operante do maior porto da América Latina, e depois o trecho para o sul dentro do Guarujá. É um trajeto genuinamente bom e praticamente ninguém escreveu sobre ele em inglês.

Se a ideia é montar o litoral todo num fim de semana, a Barraca da Dhéia, nas Pitangueiras, é a outra ponta da cultura de praia do Guarujá, e a mesma malha de ciclovia segue para oeste, passando por Santos e entrando em São Vicente, onde o Quiosque da Cris segura o Itararé desde os anos 1980. Já em Santos, fora da orla e a um desvio curto para dentro da cidade, o Restaurante Almeida é o almoço que vale organizar o dia em torno se você preferir encarar a travessia de barriga cheia.

Fontes: Portal Guarujá de Turismo — "Praia do Guaiúba", Naturam — "Praia do Guaiúba Guarujá — o que fazer", Doral Guarujá — "As melhores praias para fazer stand up paddle em Guarujá", Costa Norte — "Praia do Tombo: a praia do Guarujá recordista do selo Bandeira Azul", Prefeitura de Guarujá — "Praia do Tombo conquista 16ª Bandeira Azul consecutiva", Jornal da Orla — "Guarujá lidera balneabilidade com todas as praias próprias para banho", CETESB — Mapa de Qualidade das Praias Litorâneas (classificação semanal)

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