
Photo by Claudio Schapochnik via Que Gostoso!
Thai E-San
Comida tailandesa estilo Isaan que ganhou uma segunda unidade só no boca a boca.
Por que vale a pena conhecer
- O nome vem de Isaan, a região nordeste da Tailândia — uma promessa mais específica do que uma placa genérica de 'comida tailandesa'
- Começou na Rua Barão de Iguape, na Liberdade, antes de abrir uma segunda unidade em Pinheiros
- Porções generosas pelo preço é o detalhe que mais aparece nas avaliações independentes
- Fica dentro do bairro asiático tradicional de São Paulo, não numa faixa mais óbvia de 'comida internacional'
Batizar um restaurante com o nome de Isaan, em vez de simplesmente chamá-lo de "restaurante tailandês", é um detalhe pequeno que já diz algo: Isaan é a região nordeste da Tailândia, culturalmente e gastronomicamente distinta da cozinha tailandesa central, mais associada a Bangkok, que é o que a maioria de quem não é tailandês imagina ao ouvir "comida tailandesa" — mais fermentado e grelhado, arroz glutinoso como base em vez do arroz jasmim, som tam (salada de mamão verde) e larb (salada de carne moída) como pratos âncora em vez do pad thai. Um restaurante que se nomeia pela região está fazendo uma promessa específica sobre o que realmente está no cardápio, não só emprestando a reputação geral de uma cozinha nacional.
A unidade original do Thai E-San fica na Rua Barão de Iguape, dentro da Liberdade — o bairro asiático histórico de São Paulo, mais associado à comida japonesa e chinesa do que à tailandesa, o que faz do próprio endereço parte da história. Não é numa faixa de "comida internacional" pensada pra isso; é dentro de um bairro com identidade gastronômica própria e profunda, o que ou é um encaixe estranho ou é exatamente apropriado, dependendo de como se pensa uma cidade onde "comida asiática" nunca foi uma coisa só. O restaurante foi bem o suficiente ali pra abrir uma segunda unidade em Pinheiros, na Rua Cunha Gago, expandindo pra fora da Liberdade em vez de se mudar de lá — sinal de que o endereço original continuou funcionando, não que precisava ser substituído.
O detalhe que mais aparece de forma consistente nas coberturas independentes não é um prato de arrasar sozinho — é o custo-benefício: porções generosas pelo preço, o tipo de detalhe prático que importa mais pra quem come ali com regularidade do que um prato pensado pra foto de Instagram. É uma fama modesta, mas também mais difícil de forjar ao longo do tempo do que um mês de abertura chamativo; um restaurante que é generoso de verdade nas porções e justo no preço, ou mantém isso porque a conta fecha, ou a reputação desmorona rápido assim que os habitué percebem o prato encolhendo.
Não há um corpo substancial de crítica independente sobre o Thai E-San além de listagens de guias e páginas de aplicativo de entrega — melhor dizer isso com clareza do que inflar com mais confiança do que o material disponível sustenta. O que existe aqui é uma cozinha tailandesa real, específica, focada numa região, num canto inesperado mas lógico da cidade, recomendada pela força de ter crescido, e não encolhido, desde que abriu.
Fica a poucos quarteirões do Rong He, o que transforma a dupla num bom argumento em uma caminhada curta: dois endereços na Liberdade, duas cozinhas sem nenhum parentesco, um rótulo preguiçoso que não dá conta de nenhuma das duas. Para a terceira perna — e o formato que rompe de vez com o recorte de bairro — tem o Djapa, em Moema.
Fontes: Bendito Guia, Que Gostoso!
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